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Costa Rica,21/05/2026

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Nvidia supera projeções de receita e aposta em chips de data center como motor de crescimento

Empresa prevê faturamento acima do esperado para o próximo trimestre, impulsionado pela demanda por inteligência artificial e novas arquiteturas de hardware

Portal Bolsão Informa
Nvidia supera projeções de receita e aposta em chips de data center como motor de crescimento

A Nvidia, gigante americana de semicondutores, divulgou nesta quarta-feira (22) sua previsão de receita para o trimestre atual, que ficou acima das expectativas de analistas de Wall Street. A empresa também reforçou sua estratégia de expansão no mercado de data centers com o lançamento de uma nova família de chips, destinada a atender à crescente demanda por infraestrutura de inteligência artificial (IA) generativa e computação de alto desempenho.

Segundo o guidance divulgado, a Nvidia espera uma receita de 28 bilhões de dólares no segundo trimestre fiscal de 2026, com margem de erro de 2%. O número representa um crescimento de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período do ano anterior e supera a mediana das estimativas dos analistas consultados pela Refinitiv, que apontava 26,8 bilhões de dólares.

Resultados recentes superam consenso

No primeiro trimestre fiscal, encerrado em abril, a companhia registrou receita total de 26,04 bilhões de dólares, alta de 18% na comparação anual e ligeiramente acima dos 25,9 bilhões de dólares previstos pelo mercado. O lucro por ação ajustado foi de 6,12 dólares, também superando os 5,98 dólares esperados.

O destaque ficou mais uma vez com a divisão de data centers, que respondeu por 22,6 bilhões de dólares da receita total, um avanço de 23% ante o mesmo trimestre de 2025. “A migração para modelos de IA cada vez maiores e a necessidade de inferência em tempo real estão exigindo poder computacional que só nossas plataformas mais recentes conseguem entregar”, afirmou Jensen Huang, CEO da Nvidia, em teleconferência com investidores.

Nova linha de chips mira expansão da capacidade de IA

A Nvidia aproveitou o anúncio para detalhar sua nova família de aceleradores para data center, batizada de “Blackwell Ultra”, sucessora da arquitetura Blackwell lançada no ano passado. Os novos chips prometem até 1,5 vez mais desempenho em tarefas de treinamento de grandes modelos de linguagem e um ganho de 40% em eficiência energética por watt.

A empresa também confirmou que o chip “Vera”, voltado para cargas de trabalho de inferência em larga escala, já está em amostragem com clientes selecionados, incluindo os hiperescaladores Microsoft, Google e Amazon. A produção em volume deve começar no terceiro trimestre, com entregas programadas para o início de 2027.

“Estamos vendo uma nova onda de adoção de IA em setores como biotecnologia, manufatura e veículos autônomos. Nossos clientes estão dispostos a investir em infraestrutura de longo prazo, e o ciclo de atualização dos data centers corporativos está apenas começando”, afirmou Colette Kress, diretora financeira da Nvidia.

Desafios e concorrência

Apesar do otimismo, analistas apontam que a Nvidia enfrenta riscos crescentes. A concorrência da AMD (com a linha Instinct MI400) e de soluções internas desenvolvidas por gigantes da tecnologia, como o chip TPU do Google, pode pressionar as margens no médio prazo. Além disso, restrições à exportação de chips avançados para a China continuam sendo uma variável relevante.

A empresa, no entanto, minimizou os riscos. “Nosso ecossistema de software CUDA e a integração de rede com a recente aquisição da Mellanox continuam sendo vantagens competitivas significativas. E a China continua sendo um mercado importante, dentro das regras que nos são impostas”, disse Huang.

Reação do mercado e perspectivas

As ações da Nvidia subiam cerca de 4% no after-hours da Nasdaq, cotadas a 950 dólares. Na semana, o papel acumula valorização de 8%, refletindo o otimismo renovado com os investimentos em IA após um período de correção no setor de tecnologia.

Para o analista sênior da Bernstein, Stacy Rasgon, “a Nvidia continua sendo a história mais convincente do mercado de semicondutores, mas o ritmo de crescimento desacelerou em relação aos 80% anuais vistos em 2024. Agora, o mercado quer ver se a empresa conseguirá sustentar margens líquidas acima de 50% enquanto escala sua nova arquitetura”.

A empresa encerrou o trimestre com 34 bilhões de dólares em caixa e equivalentes. O próximo balanço, que incluirá os primeiros efeitos das vendas do Blackwell Ultra, está previsto para agosto.




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